domingo, 27 de setembro de 2009

Resposta

Estilo de vida é algo que não se altera. Quando estamos no colégio e escolhemos um estilo, tudo o que queremos na verdade é fazer parte de um grupo. Socializar. Com o tempo vemos que isso é ridículo e paramos. Mas não mudamos o estilo. Ainda socializamos. O que muda de verdade é o valor que damos para a vida com o passar do tempo. A velhice nos assusta. E o medo faz com que mude nosso estilo. Mas por trás desse medo, ele ainda está lá. O mesmo de sempre. E no fundo, não devemos ter medo, porque Estilo é o que caracteriza cada um de nós. E todos queremos ter as nossas marcas. Carimbar qualquer espaço por onde passamos. Um carimbo que não sai com acetona nem álcool isopropílico.
Mas também não é uma questão de ser monótono. É questão de ter sua identidade modificada por acontecimentos da vida. Perder a identidade é uma das coisas mais graves que podem acontecer com a gente. Porque podem acha-la, trocar a foto e fazer dívidas no nosso nome. Literalmente. A dívida aumenta a cada dia, a loja vai te cobrando e não quer saber do que você fez ou deixou de fazer. Só que nesse caso, a dívida representa a dúvida, e a loja, a vida.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Crônicas de Erick

Faz tempo né, que eu não dirijo igual a um doido tentando ultrapassar a velocidade máxima estabelecida no manual do carro. Faz tempo também que eu não planejo o fim de semana desde a segunda. E que mesmo com o final de semana planejado, a gente sempre acabava indo pro kazebre.
Faz tempo que não abro uma página qualquer do dicionário e faço um trocadilho na hora com a primeira palavra que aparecer. Faz tempo que eu não procuro uma balada nova pra ir, por mais que seja lá em Embu das artes. Faz tempo que eu não me perco procurando uma balada em Embu das artes. Faz tempo que eu não faço uma viagem inusitada, sem planejar nada. Faz tempo que não jogo bola com meus amigos, mesmo ninguém sabendo jogar bola direito. Me sinto tão...como dizer...talvez acomodado seja a palavra. Parece que eu nasci sempre precisando de um objetivo a ser cumprido. Já assistiram ou leram Nárnia? eu sou como Aslan. Nada a ver com o meu signo. Mas sim pelo modo que ele é. Ele é justo, generoso, mas também dá medo quando não o conhecem pessoalmente e pune as pessoas quando acham que elas faltaram com ética aos olhos dele. Ele vive vagando pelos mundos e sempre retorna a Nárnia quando ela está precisando de ajuda. Ajuda todos como pode, dá sua vida pra salvar Nárnia e depois que todos conseguem, sai em busca de outros lugares. Nárnia são como os objetivos na minha vida. Quando tudo parece perdido, Aslan aparece, dá a sua vida para ultrapassar todos os obstáculos, derrotar todos os vilões e conseguir a vitória. No final divide os méritos e vai em busca de outras "Nárnias".
Preciso encontrar Nárnia novamente. Eu sei que ela fica ao leste da terra dos Calormanos, passando pelo grande deserto e pegando o atalho entre as montanhas. Só vou terminar o meu suco de laranja e logo estarei lá.
Me aguarde.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Eu sou chato pra caramba. Quero sempre achar explicação pro que eu sinto. "Se doar" às coisas que gosto me caracteriza. Assim como o Justin Timberlake disse uma vez, "as mulheres que não me aguentaram foi porque sufoquei elas. De tanto amor." Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo. Se você parar pra pensar, todo mundo é chato. Tem gente que fala demais, tem gente que não fala nada. Tem gente que é muito lerdo, tem gente que é muito impaciente. A vida é assim. As vezes o que eu vejo quase ninguém vê. Ainda bem que não estamos mais na idade média e podemos escolher quem serão as pessoas que ficarão ao nosso lado. Mas assim como o escuro é apenas a falta de luz, o frio é apenas a falta de calor e a treva é apenas a falta de fé, ninguém é chato. Tudo depende da paciência que temos. O infinito é realmente um dos deuses mais lindos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Diário de uma mente confusa

Acabei de abrir os olhos. Ainda são 5 e meia. Posso dormir mais um pouco. É tão bom acordar bem antes da hora de levantar. Pena que perdi o meu sonho. Qual era mesmo? Estava matando aliens, zumbis, junto com uma amiga minha. Esse negócio de jogar video-game antes de dormir acaba nisso. Mas pra que mesmo que fui jogar video-game ontem a noite? Ha, pra me esquecer da briga com ela. Quando existe um problema entre nós, eu fico desesperado tentando resolver. Meio coisa de mulherzinha isso não é? Discutir a relação. Mas fazer o que? Deixar coisas pendentes só atrasa a vida. Ainda mais quando é algo tão simples de se resolver. Simples para pessoas normais. Enquanto eu trabalho o problema procurando saber o que se passa na cabeça dos envolvidos, ela prefere pensar isoladamente até estabelecer um conceito. Eu sou prático, ela sistemática. O que torna o problema muito maior. Por exemplo, ela fica doida quando eu deixo as coisas pra ultima hora. Acho que toda mulher fica. Mas o que ela não entende é que isso, além de treinar minha capacidade de resolver as situações com rapidez e habilidade, me dá uma motivação extra pra fazer determinadas coisas. Talvez isso se resuma no fato das mulheres quererem segurança e os homens inovação. Outra coisa é o fato de querer tratar assuntos isoladamente sendo que uma coisa mais superficial resolveria tudo. Isso é coisa de mulher também, que normalmente é mais perfeccionista do que o homem. Mas não é esse o ponto. Nós dois somos orgulhosos, mas de maneiras diferentes. Ela é por instinto, por impulso. Eu por tratar as pessoas da mesma forma que me tratam. Idiotice da minha parte, eu sei. Mas orgulhosos por impulso não sabem parar pra pensar se o erro é deles. Isso faz parte. você tem que aprender a lidar com as situações. Mas o que machuca mais é quando você não sente que tem alguém. Ser maduro é isso? Não sentir que é amado? não acredito nisso, pois já conheci um casal de velhinhos apaixonados. O fato de estar com uma pessoa que não demonstra que gosta de você, não significa que ela não gosta. Talvez goste do jeito dela. Mas uma pessoa que não demonstra que gosta de você agora, mas no passado já demonstrou, significa que existe algo errado. Isso não é amadurecer. Se isso é amadurecer, prefiro ser um ignorante o resto da vida. Ignorante, porém feliz.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Desabafo à Bunda.

Olha, desta vez você passou das medidas. Só não boto você para fora, agora, porque é a sua cara dar escândalo.Estou cheia de você atrás de mim o tempo todo. Fica se fazendo de fofa, enquanto, pelas minhas costas, chama a atenção de todo mundo para meus defeitos. Você está redondamente enganada se pensa que eu vou me rebaixar ao seu nível – o que vem de baixo não me atinge. Mas faço questão de desancar essa sua pose empinada.Por que nunca encara as coisas de frente? Fica parecendo que tem algo a esconder. Por acaso, faz alguma coisa que ninguém pode saber?Você é, e sempre foi, um peso na minha existência – cada papel que me fez passar... Diz-se sensível e profunda, mas está sempre voltada para aquilo que já aconteceu. Tenho vergonha de apresentar você às pessoas, sabia? Por que você nunca encara as coisas de frente, Bunda? Fica parecendo que, no fundo, tem algo a esconder. Por acaso, faz alguma coisa que ninguém pode saber? O que há por trás de todo esse silêncio? Você diz que está dividida e que eu preciso ver os dois lados da questão. Ora, seja mais firme, deixe de balançar nas suas posições. Longe de mim querer me meter na sua vida privada, mas a impressão que dá é que você não se enxerga. Porque está longe de ter nascido virada para a lua e costuma se comportar como se fosse o centro das atenções. Bunda, você mora de fundos, num lugar abafado. Nunca sai para dar uma volta, nunca toma um sol, nunca respira um ar puro. Vive enfurnada, sem o mínimo contato com a natureza. O máximo que se permite é aparecer numa praia de vez em quando, toda branquela. Não é de admirar que esteja sempre por baixo. Tentei levar você para fazer ginástica, querendo deixar você mais para cima, mas fingiu que não escutou. Saiba que você não é mais aquela, diria até que anda meio caída. E vai ter que rebolar para mexer comigo, de novo, da maneira que mexia. Lembro do tempo em que eu, desbundada, sonhava em ter um pouquinho mais de você. Agora, acho que o que temos já está de bom tamanho. E, pensando bem, é melhor pararmos por aqui antes que uma de nós acabe machucada. Sei que qualquer coisinha deixa você balançada, então não vou expor suas duas faces em público. Mas fique sabendo que, se você aparecer, constrangendo-me diante de outras pessoas, levarei seu caso ao doutor Albuquerque*. Lamento, isso dói mais em mim do que em você, mas você merece o chute que estou lhe dando. Duplamente decepcionada.




(Fernanda Young)

domingo, 4 de maio de 2008

Castelo dos medos

No bosque dos sonhos existe um castelo que guarda os nossos medos. Ninguém sabe exatamente onde se encontra, pois o desafio é achar o caminho de volta. Sabe-se que fica entre a esquina da rua do Silêncio com a da Atitude. Às vezes a vida nos transporta para lá. Pode ser fascinante, mas também assustador. Possui um colorido sombrio, como aquele que vemos quando sonhamos e não sabemos ao certo as cores, mas temos a certeza de que existiam e pareciam até reais. As paredes de concreto abrigam o abstrato da fantasia. Todos os muros e colunas têm aquarelas musicadas soando ecos de exclamações. Pois lá é o lugar onde são enterrados em pintura aqueles impulsos mortos do que se pensou em fazer e por medo desistimos.
Quando nascemos, nós fomos apresentados a aquele lugar estranho ainda com os olhos muito fechados, por muitas vezes achávamos aterrorizante e começávamos a chorar. Era quando apareciam os fantasmas, os bichos-papões... E logo o nosso alarme berrante fazia com que nossos pais nos salvassem. Mas outras vezes nossos olhos deixavam ocultas imagens necessárias para que conseguíssemos enxergar as cenas mais belas que nenhum adulto sequer conseguiria atingir. Nesses momentos, nossos desenhos foram motivos de risos
Com o tempo fomos crescendo, vencendo os medos e amadurecendo nossa presença neste lugar. As nossas responsabilidades aumentando, decepções crescentes, faz-se necessária nossa ida, onde lá a paz é constante. Já não berramos como antigamente, não temos heróis e por isso a dor parece ser maior. O mundo é monstruoso, maior do que o antigo "monstro do armário"... Com quem podemos contar? Estamos sozinhos, e nos damos conta de que somos todos sozinhos...
É por isso que no castelo dos medos existem anjos. Geralmente somos abordados por eles, que tomam conta de nós . Suas pranchetas sussurram nos nossos ouvidos perguntas como: " Por que aquela pessoa que eu tanto amava se foi?", "Por que eu tive que passar por este momento tão difícil na minha vida?", "Por que meu casamento está em crise, ou não deu certo?" entre tantas outras perguntas curiosas.
Os anjos cuidam de nós e faz, não com que enxerguemos o "porque" , mas com que através da reflexão nossas forças sejam renovadas para acharmos uma saída. Afinal, no momento em que a vida nos leva ao castelo, voltamos a reviver aquela criança frágil e precisamos de alguém que nos salve, que escute nosso berro engolido. Porque fomos educados para não chorar, para sermos adultos silenciosos. E ficamos na amargura, encolhidos no nosso medo, olhando as pinturas na parede que mostram as atitudes não realizadas. As oportunidades que perdemos e poderiam ter mudado nossa direção... Aquele beijo que não demos antes do adeus... O perdão em que o orgulho ferido não concedeu.... As palavras carinhosas que muitas vezes queríamos ter dito e não dissemos... Aquele trocado que não dei ao menino que passava fome na rua... Aquele amigo que pediu ajuda e não tivemos tempo... Aquela pessoa que não tivemos coragem de nos envolver...
Os olhos voltam a ser aqueles pueris, e se fecham em lágrimas e imagens estreitas, como aquelas do nossos desenhos. E quando vemos, revivemos a arte da nossa infância, temos olhos no escuros e passamos a enxergar o que não atingíamos . Enxergamos que é necessário tristezas para que encontremos a felicidade, que é preciso perder para ganharmos . Existem pessoas que passam a vida toda trancadas no castelo, mas bem no fundo sabem que é por própria opção dela, que é possível achar a saída. Assim passamos toda a nossa vida saindo e entrando sempre no bosque dos sonhos... Porque lá existe o castelo dos medos que nos renova a coragem de prosseguir e faz com que avistemos do alto os melhores caminhos. Aliás, é do alto da janela deste castelo que escrevo neste momento.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Embusando a vida

Contagiantes últimos dias de férias. Sim, vou trabalhar agora. Acertei 62 de 80 questões e passei num concurso de um banco público. Por isso tive que voltar agora dia 18. Mas isso tudo vc já sabia. Contagiante pq geralmente nas férias eu fico com saudade da vida ativa novamente, rever os amigos e sair de casa. Mas nessas férias, mais especificamente nos últimos dias, foi quando não me deu a mínima vontade de voltar. Porque mesmo antes de trabalhar, eu já estava trabalhando. Trabalhando a cabeça, o pensamento, as idéias. Trabalhei tanto que parei de pensar no lado lúdico e coloquei vc na cabeça como objetivo. E não é o colégio Objetivo não. É a meta. A realização. Causa e conseqüência, ação e reação. Vc é a causa e a ação, eu sou a conseqüência e a reação. Andamos lado a lado SEMPRE. Vc me conheceu, viu como sou uma pessoa calma, mas não me viu tomando atitudes. São nessas horas que a loucura tem mais valor do que qquer outro sentimento. E foi com essa mesma loucura que tomei atitude pra andar 400km só para sentir o seu cheiro, ouvir a sua voz, lhe abraçar e derreter nos seus beijos. E andaria 600, 800 km. Isso é indiferente, pois a emoção só aumenta com o tempo, com a expectativa. Expectativa de criar uma expectativa, aonde não se esperava por nada. MENTIRA!Mentira mesmo. Eu sempre crio expectativas. São elas que te dão forças para continuar.Alias, comi um biscoitinho chinês aí e deixei o papelzinho aí do seu lado direito. E por mais que seja um papel com uma frase, quando vc está confuso e anseia por respostas, qquer fonte subliminar de entendimento faz vc abrir a sua cabeça. E nele está escrito assim:“Não comece. Se já começou, nunca desista.”É incrível como poucas palavras na hora certa fazem uma reviravolta na sua cabeça não é?Apesar de levar esse ditado a risca a maioria das vezes, eu deixei aí de propósito, pra vc colocar no seu mural e leva-lo a risca também. E pra jogar na mega-sena com os nº atrás, ganhar e agente ficar milionário.Esses dias que passaram, concerteza fizeram uma grande mudança na minha vida. Não achei que 2 meses de internet e 5 dias juntos fossem causar esse impacto enorme que causou em mim. E eu passei por uma situação que nunca havia passado antes: a despedida.A hora que sentei no banco da rodoviária, e tentava prestar atenção em Cassino na TV, lembrei que não sentia mais o seu cheiro, seu beijo e nem a sua mão. Um vazio imenso entrou em mim, e eu me senti mto mal. Me senti um cacto no deserto. Tentava te ligar, mas vc estava sem o seu cel. Me senti uma gota d´agua na fogueira. E então nesse momento eu percebi o quanto tsunamicamente que gosto de vc. A diferença faraônica q vc faz na minha vida. E o tanto que eu te quero pra sempre, inexplicavelmente.Te vejo no Final de semana.

O que as mulheres fazem quando vão ao banheiro [dos seus namorados].

Ter camisinha na gaveta é normal, afinal, ele tinha uma vida antes de me conhecer. São oito camisinhas ao todo, se até a próxima sexta continuarem sendo oito, é porque ele não usou nenhuma com outra mulher. Comigo não precisa porque fizemos os exames e eu estou tomando pilula. Pelo no barbeador é normal, anormal seria um barbeador limpo, porque quem limpa gilete é mulher, depois de emprestar sem o namorado saber para deixar o desenho da piriquita bonitinho antes de ir para o quarto. Bom, se a gilete está suja, nenhuma piriquita designer passou por aqui. Na portinha do espelho não tem espaço para outra escova de dente, o que significa que há muito tempo ele não divide tamanha intimidade com alguém, ou não sabe dividir espaço. Isso é bom ou ruim? Bom, de qualquer forma, eu estou aqui para mudá-lo. E vou comprar um porta-escovas que caibam duas escovas. Aliás, vou comprar uma escova nova para ele, essa aqui tá muito velha. Quantas vezes será que ele já escovou os dentes neste escova depois de transar com outra mulher? Eu odeio essa escova. Clarice sente a primeira pontada no intestino: o melhor laxante do mundo era vasculhar o banheiro do namorado. O misto de medo de ser descoberta com medo de descobrir alguma coisa lhe dava cólicas horríveis, o que não era um grande problema já que ela estava no lugar certo para isso. Enquanto senta no vaso, Clarice aproveita para levantar a tampinha da lixeira, espiar embaixo do carpete e olhar calmamente para os cremes de cabelo no chão do box do chuveiro. Cremes para cabelo? Mas o seu namorado da semana era quase careca, para que aqueles cremes? Ué, ela pensa lendo o rótulo do creme e disposta a atirá-lo na parede em poucos minutos: o que o danado faz com creme para amançar os cachos se ele não tem o equivalente na cabeça nem para uma franja? Clarice parte diretamante para o ralo, este velho amigo das mulheres. Se o ralo tiver um cabelo que precise ser amançado, é ela que vai precisar de remédio para se amançar. Não, sem chances. De quatro espiando aquele ralo era muita humilhação. Clarice respira fundo, fecha os olhos, conta até três e busca o telefone. Fernanda atende do outro lado e depois de chamar a amiga de louca, neurótica e mandá-la "sair desta vida", confessa que já fuçou no cesto de roupas sujas de um ex namorado, e para a sua surpresa: achou uma calcinha. Silêncio no telefone. Clarice, com o coração e um princípio de vômito na boca, só consegue gemer e desejar desligar o telefone o mais rápido possível, para poder voltar à busca. -Aonde será que fica o cesto de roupas sujas deste sem vergonha? -Espera, deixa eu concluir a história. Sabe de quem era a calcinha? -Da empregada, da secretária, da estagiária, da Gisele, dele mesmo? -Da mãe dele. A mãe dele era coroa cocota filha, usava umas calcinhas mais sexys do que a minha! -E você não ficou com ciumes? -Da mãe dele. Ok, desligue este telefone agora e procure ajuda psiquiátrica. E foi exatamente o que ela fez. Desligou o telefone e ligou para sua amiga Ane, que sempre filosofava tanto em cima de suas psicoses que fazia Clarice se sentir importante por ser maluca. -Sim, claro que é normal você estar neste exato momento vomitando o café da manhã, com piriri e dor de cabeça porque ele tem um creme para cabelos cacheados no boxe do banheiro. Anormal é você ter se esquecido que ele mora com a filha, que tem longos cabelos cacheados, não?

Será que Fleming tomava Pepsi?

Achei que não saberia o que escrever agora. E continuo não sabendo. Alterando um pouco um ditado antigo, "penso, logo escrevo" e é assim que funciona. Ou seria o contrário? " escrevo, logo penso"? Pq eu me expresso muito melhor escrevendo do que falando. Geralmente falo coisas calculadas e bem pensadas, mas escrevo coisas, em grande parte, sem nexo, sem pensar. E eu nunca recebi elogios por falar bem, mas já recebi elogios pela escrita. Será que fazendo as coisas ,como dizia o nostalgico chapolin, "friamente calculadas" vc terá uma probabilidade menor de sucesso? Fleming descobriu a penicilina (antibiótico produzido por fungos do genero Penicillium que é usado contra tuberculose) sem querer. Depois de anos de pesquisas "friamente calculadas" e sem sucesso, por descuido, Fleming deixou a janela aberta durante a noite e um esporo do fungo "voou" para dentro da cultura bacteriana da tuberculose e destruiu tudo. Com isso salvou uma geração inteira de pessoas com tuberculose. Isso deve deixar o indivíduo puto da vida, ao mesmo tempo que está feliz, não é? imagina, depois de anos de pesquisa, um descuido sem querer e o objetivo se conclui do nada? Vc vai dormir, e quando acorda o seu problema está resolvido. Que maravilha não? Como eu gostaria que isso acontecesse comigo. Não, não quero descobrir a cura pra tuberculose, principalmente pq ela já foi descoberta. Falo sobre os problemas. Apesar de que não consigo dizer quais são os meus problemas. Não que eu não tenha, mas acho que são mto insignificantes perto dos problemas de algumas outras pessoas. A questão está em encarar seus problemas como desafios e conquistar o primeiro lugar. E não ficar se fazendo de coitado e reclamando da vida ou de Deus.Nossa, por falar em não ter nexo, olhe esse meu texto em cima. Comecei sem assunto, dai falei sobre o chapolim, contei a historia da penicilina, falei sutilmente que não gosto de pessoas que fazem drama pra tudo e por ultimo disse que não é culpa de Deus se o carro do seu vizinho é melhor do que o seu.É isso aí. E pra terminar, vou falar sobre um comercial que vi hj, fuçando nas minhas coisas do pc. Acredito ser um dos melhores, se não for o melhor, e mais bem elaborado comercial que já vi. Alem de ter um ótimo enredo, mostra traços subentendidos que são fantásticos. O comercial é o seguinte: aparece um menininho andando até uma máquina de lata de refrigerantes. Ele coloca uma moeda na máquina e aperta o botão "cocacola". Quando a lata desce, ele a pega e coloca no chão. Então ele coloca outra moeda na máquina e novamente aperta o botão "cocacola". Pega a lata que desceu e coloca no chão novamente, na mesma linha,mas um pouco distante, da lata anterior. Então ele coloca uma terceira moeda na máquina, sobe em cima das latas de cocacola no chão para alcançar o primeiro botão da máquina aonde está escrito "pepsi". Então ele pega a lata de pepsi e vai embora tomando, deixando as duas latas de coca lá no chão. Ótimo não?Bom, e falando dos meus problemas, acho que o meu maior problema atual é as duas provas que eu tenho amanha e nem estudei. Então eu vou indo, antes que seja tarde.

Analisando o habitual

"pode contar comigo sempre. Eu sempre vou estar aqui quando vc precisar."Digamos que essa é uma frase que ajuda muitas pessoas quando dita por alguém a elas. Mas somente nos momentos bons.Essa frase representa grandes sentimentos, mas que no fundo, não servem para nada. As pessoas confiáveis no dia de hoje são como discos de vinil: estão desaparecendo aos poucos, e os que sobram estão cada dia mais valorizados. Essa história de globalização, mundo avançado e moderninho estão destruindo conceitos importantíssimos para a felicidade das pessoas em geral, e ninguém enxerga nada disso. Estamos nos vendendo por tão pouco. Alias, estamos não. Estão. Tenho minhas ideias e conceitos formados. Não sou influenciado por ninguém, sou aquele que infuencia. Se eu escuto Massacration e música clássica é porque eu gosto e não porque meus amigos escutam. Só critico alguém depois que já conheço esse alguém. A minha vida é o que importa. Se os meus amigos estão bem, se a minha namorada está bem, se os meus pais estão bem. O resto é resto. Odeio fofoca e intromissão de vida. Se o fulano beijou ciclana que era mais gorda do que a outra, ele deve ter tido algum motivo pra isso. Um motivo que não interessa pra mim. Se ele está feliz, ótimo. Se não estiver, que pena. Eu nunca diria essa frase lá de cima pra alguém. Pois uma pessoa que está triste, dificilmente ela pede ajuda. Ela espera por ajuda. Eu Sinto quando meu amigo está triste. Eu Sei quando minha namorada está estranha. E eu vou lá ajuda-los. Não fico esperando eles me procurarem. E é por isso que essa frase te passa uma grande segurança, quando na verdade, não demonstra nada. Principalmente porque as palavras não significam muita coisa. O que importa são as ações. Bobos são aqueles que acreditam nas palavras. Apesar que, graças a esse mundo "nada careta" que estão incrementando, cada vez mais as pessoas estão menos bobas, pois as palavras não importam tanto mais. O pior que nem as ações. As pessoas estão perdendo o seu valor e importancia que tem para a outra e não estão nem aí. Não importa o que o outro pensa, se ela quer algo, ela vai fazer, mesmo que magoe o outro. "Braço a torcer" é uma expressão que estão indo junto com os discos de vinil. Todos querem aproveitar a vida do seu jeito e se esquecem que o melhor da vida são as pessoas importantes que há nela. Que, por uma besteira, podem perder essas pessoas. E que sejam infelizes para sempre.